O planejador de estudos

“Aprender a desenhar.” “Falar melhor em público.” “Enfim fazer aquele curso.” Cada uma dessas frases é uma intenção, e intenção não tem data. O planejador abaixo transforma uma delas em cronograma: informe as horas que a habilidade exige e as horas que você realmente tem por semana, e ele devolve a data de término, as semanas até lá e a duração de cada sessão.

Um curso curto tem 8–15. Um hábito de desenho ou de idioma que valha a pena tem 40–120.
As horas que você acharia numa semana ruim, não numa boa.
Sessões menos frequentes e mais longas rendem mais em tudo que exige preparo.
Seja honesto. Um quarto é o normal para adultos que trabalham.
Semanas14
Término11 nov 2026
Cada sessão1h 30m
  • Semana Marco Horas feitas Data
  • 01 Primeira sessão 3 5 ago 2026
  • 07 Metade do caminho 21 23 set 2026
  • 14 Meta atingida 40 11 nov 2026
  • 18 Meta atingida, contando as semanas perdidas 40 9 dez 2026
Com 25% de semanas perdidas, as mesmas 40 horas caem 28 dias depois — 18 semanas em vez de 14. Essa diferença não é falha do plano; é o plano ter sido escrito para uma semana que você não tem.

A conta é propositalmente simples: semanas = horas ÷ horas por semana, arredondado para cima. A segunda data aplica a taxa de faltas à mesma conta — é o número que quase todo plano deixa de fora. Nada aqui é enviado nem armazenado.

Como a conta é feita

Não há modelo nem truque. Semanas = horas ÷ horas por semana, arredondado para cima. A duração da sessão é a sua carga semanal dividida pelo número de sessões. A segunda data, mais tarde, aplica a sua taxa de faltas à mesma divisão: perdendo um quarto das semanas, você faz três semanas de trabalho a cada quatro — e o mesmo total leva um terço a mais.

Essa última linha é a que vale encarar. A maioria dos planos de estudo não falha porque a estimativa de horas estava errada, e sim porque foram escritos para uma semana perfeita.

Escolhendo o primeiro número

  • Uma técnica curta e específica — um método de sombreado, uma estrutura de apresentação, uma função de planilha: 4 a 10 horas.
  • Um curso curto com carga declarada — use a carga informada e some um terço para os exercícios que você vai refazer.
  • Uma competência de trabalho — desenhar retratos reconhecíveis, ficar à vontade diante de uma sala, conversar em outro idioma: 40 a 120 horas, e mais perto do topo dessa faixa do que parece razoável.

Escolhendo o segundo número

Use as horas que você acharia numa semana ruim, não numa boa. Todo o cronograma pende desse número, e é justamente o que as pessoas inflam. Duas horas honestas valem mais do que cinco aspiracionais: o plano montado sobre cinco desaba na primeira semana torta e leva o hábito junto.

Sessões, não só horas

O número de sessões existe porque tudo que exige preparo — tinta, câmera, ateliê, ambiente de programação — perde os primeiros quinze minutos de cada sentada só para começar. Quatro sessões curtas por semana podem perder uma hora inteira só em preparo. Para esses assuntos, menos e mais longas rende mais. Para memorização, como vocabulário, vale o contrário.

O que ele não sabe

Ele não conhece a habilidade, o seu ponto de partida, nem se as horas que você gasta são boas horas. É aritmética sobre os números que você dá. O que ele faz bem é tornar a troca visível: menos horas por semana, ou uma data mais distante. Não existe terceira opção, e um planejador que finge o contrário está mentindo para você.

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