“Aprender a desenhar.” “Falar melhor em público.” “Enfim fazer aquele curso.” Cada uma dessas frases é uma intenção, e intenção não tem data. O planejador abaixo transforma uma delas em cronograma: informe as horas que a habilidade exige e as horas que você realmente tem por semana, e ele devolve a data de término, as semanas até lá e a duração de cada sessão.
- Semana Marco Horas feitas Data
- 01 Primeira sessão 3 5 ago 2026
- 07 Metade do caminho 21 23 set 2026
- 14 Meta atingida 40 11 nov 2026
- 18 Meta atingida, contando as semanas perdidas 40 9 dez 2026
A conta é propositalmente simples: semanas = horas ÷ horas por semana, arredondado para cima. A segunda data aplica a taxa de faltas à mesma conta — é o número que quase todo plano deixa de fora. Nada aqui é enviado nem armazenado.
Como a conta é feita
Não há modelo nem truque. Semanas = horas ÷ horas por semana, arredondado para cima. A duração da sessão é a sua carga semanal dividida pelo número de sessões. A segunda data, mais tarde, aplica a sua taxa de faltas à mesma divisão: perdendo um quarto das semanas, você faz três semanas de trabalho a cada quatro — e o mesmo total leva um terço a mais.
Essa última linha é a que vale encarar. A maioria dos planos de estudo não falha porque a estimativa de horas estava errada, e sim porque foram escritos para uma semana perfeita.
Escolhendo o primeiro número
- Uma técnica curta e específica — um método de sombreado, uma estrutura de apresentação, uma função de planilha: 4 a 10 horas.
- Um curso curto com carga declarada — use a carga informada e some um terço para os exercícios que você vai refazer.
- Uma competência de trabalho — desenhar retratos reconhecíveis, ficar à vontade diante de uma sala, conversar em outro idioma: 40 a 120 horas, e mais perto do topo dessa faixa do que parece razoável.
Escolhendo o segundo número
Use as horas que você acharia numa semana ruim, não numa boa. Todo o cronograma pende desse número, e é justamente o que as pessoas inflam. Duas horas honestas valem mais do que cinco aspiracionais: o plano montado sobre cinco desaba na primeira semana torta e leva o hábito junto.
Sessões, não só horas
O número de sessões existe porque tudo que exige preparo — tinta, câmera, ateliê, ambiente de programação — perde os primeiros quinze minutos de cada sentada só para começar. Quatro sessões curtas por semana podem perder uma hora inteira só em preparo. Para esses assuntos, menos e mais longas rende mais. Para memorização, como vocabulário, vale o contrário.
O que ele não sabe
Ele não conhece a habilidade, o seu ponto de partida, nem se as horas que você gasta são boas horas. É aritmética sobre os números que você dá. O que ele faz bem é tornar a troca visível: menos horas por semana, ou uma data mais distante. Não existe terceira opção, e um planejador que finge o contrário está mentindo para você.
Nada do que você digita aqui sai do navegador. Nada é armazenado nem enviado para nós.